Em 2021, o Santander Totta levou a cabo um processo de reestruturação em que reduziu 1.175 trabalhadores, o que levou a várias manifestações frente às suas instalações e processos em tribunal.

A maioria dos trabalhadores deixaram a empresa por acordo (rescisão por mútuo acordo ou reforma antecipada ou pré-reformas), mas 49 funcionários foram efetivamente despedidos.

Em fevereiro, o presidente executivo do Santander Totta, Pedro Castro e Almeida, salientou que o banco teve um custo de 260 milhões de euros em 2021 com a reestruturação (para cobrir as indemnizações com as saídas de trabalhadores, mas também para investir em tecnologia).

Pedro Castro e Almeida disse ainda que o banco decidiu fazer a reestruturação toda de uma vez, pois é difícil motivar equipas numa empresa constantemente em reestruturação. Assim, nos próximos anos, espera-se que a saída de funcionários seja normalizada e haja saídas naturais de uma centena de pessoas.

Já no primeiro trimestre deste ano (comparando dados de finais de março com finais de dezembro de 2021), o Santander reduziu o quadro de funcionários em 84 pessoas (sendo 4.721 no final de março) e fechou quatro agências (sendo 344 em março).

O Santander Totta, que pertence ao grupo espanhol Santander, divulgou no dia 26 de abril lucros de 155,4 milhões de euros no primeiro trimestre, quatro vezes superior aos 34,2 milhões de euros do mesmo período de 2021. Este aumento comparativo deve-se em parte aos custos extraordinários de 164,5 milhões de euros, no primeiro trimestre do ano passado, com o plano de reestruturação, que tiveram um impacto significativo nos lucros do ano passado.