Essa é a conclusão de um estudo do EDULOG, o think tank de Educação da Fundação Belmiro de Azevedo.

O estudo “Necessidades dos professores: déficit ou ineficiência na gestão da oferta educacional? ', de autoria do ex-ministro da Educação David Justino, aponta que a falta de professores está associada a uma “ineficiência na gestão dos recursos humanos” e considera que “a gestão da rede de oferta escolar deve merecer maior atenção da

administração educacional”.

A análise mostra que cerca de 40% das escolas têm menos de 15 alunos e 26% têm menos de 10 alunos, resultado da má gestão da rede de suprimentos, combinada com a falta de critérios na atribuição de alunos às aulas, bem como um excesso de oferta de ensino em face da escassez existente de alunos.

O estudo recomenda mudanças na carga horária, com a recuperação generalizada das aulas de 50 minutos e destaca que “a cada dez mil professores, 181 horários completos são obtidos acumulando os remanescentes”.

Além disso, a análise propõe aumentar ligeiramente o calendário escolar, “permitindo começar um pouco mais cedo e terminar um pouco mais tarde”, a fim de reduzir a carga horária e também aliviar algumas horas semanais de disciplinas “cujo total excede as 25 horas obrigatórias”.